Fotógrafo usa capacete como suporte para usar flash fora da câmera

Por Nana Tavares

O fotógrafo japonês Nishihiro adaptou um capacete de festa que serve para apoiar latas de bebidas, uma em cada lado da cabeça, em um suporte para usar o flash fora da câmera. O fotógrafo também apostou em colocar difusores circulares na frente dos flashes.

Originalmente o capacete vem com canudos e são vendidos em aplicativos de vendas como Mercado Livre, com o valor de aproximadamente 20 reais.

Quando é possível, Nishihiro opta em usar uma das parte do suporte para bebida, deixando somente um lado para a iluminação com flash.

Canon lança mais duas novas câmeras sem espelho no mercado: a EOS R5 e a EOS R6

Por Gabi Pereira

A marca japonesa anunciou nesta quinta-feira, 09, os mais novos equipamentos fotográficos que engrossará a linha de mirrorless da Canon. Tanto a EOS R5 quanto a EOS R6 já estão disponíveis para pré-encomenda, sendo que a primeira começará a ser entregue já no final de julho e a previsão de entrega da segunda deve ficar para depois do mês de agosto.

A EOS R5 é a primeira câmera da Canon a integrar o sistema de estabilização de imagem no corpo chamado IBIS de 5 eixos. Esse sistema irá trabalhar em conjunto com a estabilização fornecida em lentes RF e EF da Canon, que juntos podem fornecer até 8 pontos de correção de vibração. 

A câmera possui um sensor CMOS de 45 megapixels e processador Digic X possibilitando gravações em 8K a 30 quadros por segundo (fps) e 4K em até 120fps. A velocidade alcança 20fps no obturador eletrônico (silencioso), ideal para captar animais ou situações que não podem causar muito barulho e 12fps no obturador mecânico.

Já a câmera EOS R6 grava em 4K e dispõe de um sensor CMOS de alto desempenho de 20 megapixels e processador de imagem Digic X. Assim como a R5, ela também conta com o sistema IBIS, bateria de maior capacidade, Wi-Fi e Bluetooth e é resistente a intempéries. O equipamento tem um valor mais baixo em comparação a EOS R5, custando US$2.500,00 o corpo enquanto o valor da R5 custa US$3.900,00 pelo mesmo.

Fotógrafa cria ensaios mostrando semelhança entre seu marido e cachorro

Por Nana Tavares

A fotógrafa Chantal Adair criou o projeto The Dog Styler, onde cria produções divertidas para ensaios com cachorros. Mas o que chamou bastante atenção foram as fotos feitas com seu marido, Topher Brophy e seu cachorro com figurinos iguais. Tudo  começou quando ela percebeu que ambos eram muito parecidos. 

As fotografias fazem bastante sucesso nas redes sociais e o perfil criado por eles no Instagram tem mais de 200 mil seguidores.

As produções geralmente prestam homenagem a diferentes culturas, religiões, orientações, profissões e até marcando momento como a atual pandemia do coronavírus, quando foi feito um ensaio usando máscaras. 

Fotos: Chantal Adair

Sebastião Salgado inaugura a 17ª edição do Festival de Fotografia de La Gacilly na França

Por Gabi Pereira

Um dos maiores festivais de fotografia ao ar-livre do mundo, La Gacilly, realizado na França, foi inaugurado neste final de semana pelo fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado que exibe 40 fotografias em preto e branco da série Gold, de 1986, sobre a rotina dos garimpeiros de Serra Pelada. O fotógrafo passou 35 dias no maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará. 

(Foto: Sean Gallup / Getty Images)

A edição 2020 é em homenagem a América Latina e conta com mil fotos espalhadas em 19 exposições e vai até 31 de outubro com entrada gratuita. Entre os 18 fotógrafos que participam do festival, cinco são brasileiros. Além de Sebastião Salgado com seu trabalho sobre a Serra Pelada, a edição apresenta as obras de Carl de Souza, com a série “A Revolta dos Índios Amazônicos”; Carolina Arantes, com “A Corrida do Ouro Verde”; Cássio Vasconcellos, com “Além do Real” e Luisa Dörr, com a obra intitulada “Mulheres”. 

(Foto: La Gacilly / Divulgação)

Em meio à pandemia do novo coronavírus, a 17ª edição teve que se adequar para cumprir todas as medidas de segurança para o evento ser realizado. O festival foi criado em 2004 e já contou com obras de grandes fotógrafos como Claudia Andujar, Robert Doisneau, Steve McCurry, Joel Sartore, Margaret Bourke-White, Marc Ferrez e Robert Capa.

Solidariedade em tempos de pandemia

Por Gabi Pereira

Não podemos estar perto, mas podemos estar juntos! esse é o slogan da campanha “100 Fotos Para MS” que reúne 100 obras doadas por 100 artistas. A ação foi lançada nesta quarta-feira, 01, e tem duração de 30 dias. 

(Foto: Brutty Fontana)

Cada fotografia tem o preço fixo de R$ 100,00 e todo o valor arrecadado vai ser destinado à Central Única das Favelas de Mato Grosso do Sul (CUFA MS). A iniciativa é inspirada em ação solidária que começou na cidade de Bérgamo, na Itália, e tem por objetivo ajudar pessoas vulneráveis a pandemia da Covid-19. 

(Foto: Amanda de Marchi)

Antes de chegar ao Mato Grosso do Sul, a ação de juntar fotografia com solidariedade já havia passado pelos estados brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará, Bahia e Ceará. A fotógrafa Aline Teodoro, da cidade de Nova Andradina, MS, foi quem começou o projeto no estado e convidou diversos artistas de diferentes cidades para participar da campanha. 

(Foto: Carlos Okida)

As fotografias são vendidas no próprio site da campanha e sem limite de cópias, ou seja, diversas pessoas podem comprar a mesma imagem. As fotos serão impressas em papel 100% algodão, em processo fine art, no tamanho 20x30cm e serão entregues assim que for seguro para todos. A galeria de fotos está disponível tanto no site 100fotosparams.com.br quanto no perfil da campanha no instagram.

Artista cria montagem de celebridades com fotos do passado e do presente na mesma imagem

Por Nana Tavares

Não há nada mais divertido do que revê fotos antigas e ter um momento de descontração com as lembranças do passado.

Para criar uma analogia entre o passado e presente, o fotógrafo Ard Gelink elaborou uma série de montagens com fotografias antigas e atuais de celebridades do cinema e música numa só imagem. Foram refratadas estrelas como Michael Jackson, Lady Gaga, Beyoncé, Madonna, Paul Mccartney, Brad Pitt, Leonardo Di Caprio, Viola Davis, Júlia Roberts, Emma Watson, entre outros.

A sensação é como se houvesse um verdadeiro encontro entre si com idades diferentes. Sensacional! E vocês gostaram? 

 

Olympus anuncia saída do mercado fotográfico

Por Gabi Pereira

Após 84 anos operando no ramo da fotografia, a tradicional marca fotográfica Olympus anuncia a venda de unidade de câmeras para a Japan Industrial Partners (JIP), conhecida por comprar a Vaio da Sony. A transição foi anunciada nesta quarta-feira, 24, e a compra será oficializada até setembro.  

A empresa já havia sofrendo prejuízos há três anos e no ano passado perdeu quase 160 milhões de dólares. Alguns dos fatores que fizeram com que a empresa fechasse no vermelho foram os avanços dos smartphones e as inovações das mirrorless de marcas concorrentes.   

Apesar da Olympus se destacar no mercado de câmeras digitais, a marca iniciou suas atividades como uma empresa de equipamentos ópticos, desenvolvendo microscópios e termômetros em 1919. A empresa japonesa lançou a sua primeira câmera fotográfica chamada Semi-Olympus I no ano de 1936. 

A marca vai continuar a desenvolver equipamentos médicos e científicos e também vai contribuir com a JIP. Aliás, para os entusiastas da antiga marca a Japan Industrial Partners informou que vai manter as linhas de produção, pesquisa e desenvolvimento da Olympus.

Foto de menino na praia coberto de óleo ganha prêmio internacional

Por Gabi Pereira

O fotógrafo Leo Malafaia venceu o Concurso Internacional de Fotografia de Imprensa Andrei Stenin pela foto de menino coberto de óleo na praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana de Recife. 

A imagem foi registrada no ano passado e ganhou repercussão mundial após jornais internacionais como The New York Times, dos EUA; El Clarín, da Argentina e The Guardian, do Reino Unido, publicarem a foto denunciando a tragédia ambiental nas praias brasileiras. Leo é o primeiro fotojornalista brasileiro a ganhar o prêmio Andrei Stenin, o concurso é direcionado a jovens fotojornalistas com idades entre 18 e 33 anos. 

A criança da foto usando um saco plástico como colete e coberto de óleo pelo corpo é Everton Miguel dos Santos, de 13 anos, filho de uma comerciante com ponto de venda na praia. Em entrevista ao portal G1 no ano passado, Everton explicou que a iniciativa de limpar a praia atingida por um vazamento de petróleo foi de ajudar o trabalho da mãe, Ivaneide Maria de Oliveira. 

Leo Malafaia tem 29 anos e atua na Folha de Pernambuco. Em entrevista para o veículo, o fotógrafo diusse estar feliz pelo reconhecimento e por ser o primeiro brasileiro a vencer o concurso.

Conheça os vencedores do concurso Fotógrafo do Ano da NASA

Por Gabi Pereira

A revista Air & Space divulgou no começo desta semana, 15, os vencedores do concurso Fotógrafo do Ano da NASA. A premiação foi criada por Maura White, chefe de imagens da missão no escritório de multimídia do Johnson Space Center, em Houston, nos EUA. O concurso é uma forma de reconhecer os fotógrafos profissionais que trabalham na agência espacial. 

De acordo com White, como eles trabalham para o governo federal, o reconhecimento do trabalho de um fotógrafo da NASA geralmente passa despercebido. Isso porque, quando as imagens são divulgadas, muitas das vezes, os créditos saem apenas como “Foto da NASA”. 

Esta é a segunda edição presidida por Maura White e o concurso é formado por quatro categorias: lugares, pessoas, retrato e documentação. Entre os especialistas que compõem o banco de jurados são o astronauta Don Petit e a editora de fotografia e ilustrações da revista Air & Space, Caroline Sheen. 

O fotógrafo Chris Gunn venceu em duas categorias: Lugares e Documentação. A primeira imagem é da Instalação de Desenvolvimento e Integração de Sistemas Espaciais. Na segunda foto, o fotógrafo registra o Telescópio Espacial James Webb.

Foto: Chris Gunn

Na categoria Pessoas, o fotógrafo vencedor foi Harlen Capen com a foto de técnicos trabalhando no supersônico Unitary Plan Wind Tunnel (UPWT). 

Foto: Harlen Capen

Jordan Salkin ganhou na categoria Retrato, o fotógrafo registrou Tim Bencic em um sistema de tomografia.

Foto: Jordan Salkin

Fotógrafo escocês cria piscina em floresta para registrar animais selvagens espelhados na água

Por Nana Tavares

Alan McFadyen criou uma espécie de piscina numa floresta, em Dumfries, na Escócia, com objetivo de fazer fotos de animais selvagem com reflexo no espelho d’água.

Durante três dias ele teve o árduo trabalho de escavar o buraco e encher com 200 baldes de água. Segundo o McFadyen, como no local havia pouca água, logo os animais surgiram, incluindo pássaros, texugos, esquilos e uma raposa, que era o principal propósito do projeto.

Foto: Alan McFadyen

“Eu tive que esperar cinco noites para pegar a raposa, mas tive muita atividade enquanto esperava”, disse McFadyen. 

Foto: Alan McFadyen

Você pode conhecer mais do trabalho do fotógrafo através da sua página no Instagram @alamcfadyen.

Foto: Alan McFadyen

Fotos: Alan McFadyen

Fotógrafos recriam princesas tradicionais da Disney exaltando a beleza negra

Por Nana Tavares 

Vocês gostam das tradicionais princesas dos contos de fadas ou preferem princesas reais? Pois bem, o casal de fotógrafos, Regis e Kahran, da CreativeSoul Photography, de Atlanda, nos Estados Unidos, realizou um ensaio inspirado nas princesas da Disney com meninas afro-americanas, buscando representar a diversidade cultural, étnica e social. E o resultado ficou maravilhoso!

“O objetivo é inspirar mais meninas ao redor do mundo a começar a se ver como princesas reais”, afirmou Kahran Bethencourt.

O projeto também conta com o trabalho da cabeleireira LaChanda Gatson, ela explica que sempre gostou das histórias de contos de fadas, mas precisava adaptá-las para sua realidade. 

“Adorei assistir e ler contos de fadas e fantasia. Muitas vezes eu reinventava esses personagens mais relacionáveis comigo e com minha cultura”, disse.

Criatividade na quarentena: fotógrafa cria foto de natureza com objetos de casa

Por Gabi Pereira

Impossibilitada de fotografar ao ar livre por conta da pandemia do novo coronavírus, a fotógrafa de viagens Erin Sullivan parece fazer bom uso do tempo da quarentena. Isso porque a fotógrafa de Los Angeles embarcou no projeto intitulado Our Great Indoors (Nosso Grande Interior), em que usa objetos de casa para simular fotos de natureza. 

Foto: Erin Sullivan

Sullivan quase sempre usa alimentos como melancia, macarrão, brócolis e cogumelos para montar os cenários e o uso de bonecos em miniaturas agregam na ilusão da fotografia ao ar livre. 

As fotos são publicadas em seu perfil no instagram junto às fotos de bastidores mostrando como são realizadas. Em uma publicação na rede social, a fotógrafa escreveu que muitos a perguntam se os cenários que ela cria são replicas de lugares reais. No texto, a fotógrafa afirma que sim, mas a ideia não é ser literal e completa: “Mais do que um lugar real onde estive, estou a misturar o literal com a fantasia e espero que o resultado seja um sentimento”.

(Fotos: Erin Sullivan)

As tristes fotografias de retratos da Era Vitoriana

Por Nana Tavares

Os retratos feitos nos séculos XIX e XX, na chamada Era Vitoriana, mostram adultos e crianças com expressões sérias e melancólicas, com total ausência de sorrisos ou simpatia. Mas qual o motivo de tanta tristeza?

Uma das razões para a seriedade é que era necessário ficar em uma posição imóvel por um certo período, pois as câmeras precisavam de um longo tempo de exposição para capturar a imagem, o que podia variar entre cinco minutos a meia hora imóvel.

Em alguns casos, os fotógrafos usavam suportes para manter o modelo fotografado numa posição em que não se mexesse, caso contrário, a imagem sairia borrada. 

Outro motivo para ausência de alegria, era porque naquela época, assim como na pintura, as pessoas ainda acreditavam que o riso era característica de um tolo ou um leviano, como bêbado ou bobo da corte e elas não queriam essa reputação. 

Mark Twain – escritor e humorista norte-americano

– Não há nada mais condenável a ficar para a posteridade do que um sorriso idiota e insensato capturado para a eternidade – afirmou o escritor e humorista norte-americano Mark Twain, no ano de 1913.

Fotografia de baleia com filhote ganha prêmio principal de 120 mil dólares

Por Nana Tavares

A foto de uma baleia jubarte dormindo ao lado do seu filhote de cerca de duas semanas de idade venceu o concurso de fotografia Hamdan International Photography Award 2020 (HIPA), patrocinado pelo xeique Hamdan bin Rashid bin Mohammed al Maktoum, príncipe herdeiro de Dubai, realizado no dia 7 de junho. Ela recebeu  o grande prêmio de 120 mil dólares (cerca de 600 mil reais).

A imagem foi feita pela fotógrafa oceonógrafa de baleias Jasmine Carey, no Reino de Toga, na Oceania. Ela usou uma Canon 5D MK IV em caixa estanque. 

O concurso premiou ainda fotógrafos da Índia, Iraque, México, China, Arábia Saudita, Polônia, Kuwait, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Bélgica.

 

Sony World Photography Awards 2020 anuncia vencedores e imagens de tribo indígena vencem prêmio principal

Por Gabi Pereira

A Sony World Photography anunciou nesta segunda-feira, 08, os vencedores nas categorias profissional, aberto, estudante e juventude. O uruguaio Pablo Albarenga foi nomeado o Fotógrafo do Ano com a série Seeds of Resistance (Sementes da Resistência), que mostra a situação de povos indígenas na Amazônia como a luta pela preservação do território. As imagens foram capturadas via aérea e revela a forte aliança entre o índio e sua terra.

(Foto: Pablo Albarenga / Sony World Photography Awards 2020)

Tom Oldham, do Reino Unido, ganhou na categoria Fotógrafo Aberto do Ano com a imagem em preto e branco do vocalista da banda de rock alternativo Pixies, Charles Thompson mais conhecido pelo nome artístico Black Francis. A foto foi tirada originalmente para a revista MOJO. 

(Foto: Tom Oldham / Sony World Photography Awards 2020)

A série Aeiforia, de Ioanna Sakellaraki, ganhou na categoria Estudantes do Ano. A obra da fotógrafa aborda um tema atual e imprescindível, a sustentabilidade. As fotos noturnas de Ioanna retratam painéis solares, turbinas eólicas e fazendas de baterias usadas na ilha de Tilos, na Grécia. 

(Foto: Ioanna Sakellaraki / Sony World Photography Awards 2020)

Já na categoria Jovens do Ano venceu o fotógrafo de Taiwan Hsien-Pang Hsieh. Com a foto intitulada “Depressa”, o jovem fotógrafo de 19 anos mostra um artista de rua que aparenta estar andando rápido, mas na verdade está parado.  

(Foto: Hsien-Pang Hsieh / Sony World Photography Awards 2020)

Outras categorias gerais também foram anunciadas pela Sony World Photography Awards 2020 como Arquitetura, Documentário, Meio Ambiente, Paisagem, Mundo Natural e Vida Selvagem, Retrato, Esporte e Natureza Morta.

Abertas inscrições para concurso Critics’ Choice 2020

Por Nana Tavares

Estão abertas as inscrições para o concurso fotográfico Critics’ Choice 2020. O tema é livre e pode participar fotógrafos profissionais e amadores, a inscrição é gratuita para envio de uma foto, US$ 35 para 5 fotos e US$ 45 para participar com 10 fotos. 

Foto: Max Sturgeon

Os 10 vencedores receberão um prêmio de US$ 1 mil cada, além disso, os 60 melhores participarão de uma exposição fotográfica em Paris, em novembro deste ano. A inscrição é até o dia 24 de junho. Inscrição através do link.

 


Capa da Vogue do Reino Unido estampa trabalhadores essenciais em época de pandemia

Por Gabi Pereira

Uma agente rodoviária, uma profissional de saúde e uma assistente de supermercado estampam o trio de capas da edição de julho da Vogue do Reino Unido. A revista celebra trabalhadores que são fundamentais neste período de pandemia. 

A manchete The New Front Line, que em tradução significa “a nova linha de frente” revela quem são os verdadeiros heróis ao mostrar pessoas comuns e essenciais como as vidas de Narguis Horsford, Rachel Millar e Anisa Omar que precisam enfrentar o perigo causado pela covid-19 e sair para trabalhar. 

Sob o olhar do fotógrafo Jamie Hawkesworth, as três puderam mostrar como é o dia a dia de quem não pode parar. A maquinista Narguis Horsford, que trabalha há 10 anos para a Transport for London, relembra o sentimento de orgulho ao ouvir de uma senhora um simples e importante, principalmente, nesse momento as palavras “obrigada, motorista”. “Não sou um herói, mas tenho orgulho de ser maquinista e do papel essencial que estamos desempenhando durante a crise do coronavírus”, disse Narguis à revista. 

Para Rachel Millar, parteira comunitária há quase três anos no Hospital Homerton, no leste de Londres, retomar ao normal seria um passo na direção errada. E completou: felizmente, essa pandemia trará mudanças positivas e um novo e melhorado normal.

Anisa Omar, assistente de supermercado e universitária, relatou para a Vogue que antes as pessoas a olhavam como uma assistente de serviço, que ajudava a indicar onde estava os ovos ou para reclamar de algo, mas agora os clientes se tornaram muito mais compreensivos. “É bom ser um trabalhador importante. Meu trabalho não era algo tão grande assim antes. Temos que estar aqui, independente do que está acontecendo no mundo. É mais do que um emprego agora”. 

(Foto: Jamie Hawkesworth / Vogue)

Fotógrafo registra a Via Láctea e a bioluminescência juntas e fotos impressionam

Por Nana Tavares

O fotógrafo Ricardo Ghion capturou através de suas lentes um fenômeno natural raro: a bioluminescência brilhando sob a Via Láctea. As fotografias noturnas são extremamente impressionantes e foram feitas nos manguezais de Cananéia, cidade do litoral sul de São Paulo, onde Ricardo mora há 11 meses. Segundo ele, o fenômeno acontece apenas em dias frios, com uma lua minguante e somente quando a água está se movendo.

– Esse local pescadores deixam seus barcos em marinas artesanais. Para fazer essa foto, levei tripé e câmera fotográfica, com água até a cintura para conseguir uma composição mais agradável. A água estava quente, mas a noite fria, e na escuridão total dava para ouvir a respiração dos golfinhos a poucos metros – lembra.

O fotógrafo nos conta que planejou fotografar o acontecimento há 6 anos e para realizar a fotos não demorou mais que uma hora.

– Há 6 anos eu ouço falar, pelos moradores locais, que existia na região o fenômeno da bioluminescência, mas eu nuca tinha conseguido ver ou presenciar, até que um dia eu estava fotografando em noites escuras e com lua minguante a via láctea, percebi que o mar de longe brilhava quando os golfinhos passavam. Foi então que veio a inspiração de fotografar a via láctea e a bioluminescência juntas – disse.

O equipamento usado por ele foi uma Fuji XT3 com lente Samyang 12 mm NCS F 2.0. Para o trabalho de pós-produção Ricardo conta que usa o Lightroom e o Topaz Denoise AI para tirar o ruído das fotos.

Além das paisagens, Ricardo trabalha com fotografia de eventos sociais, faz belos retratos e realiza cursos e workshops.

– Eu gosto muito de fotografar retratos e paisagens. A paisagem recarrega minhas baterias – destaca ele.

Conheça mais o trabalho de Ricardo Ghion através do seu perfil no Instagram @ricardo.ghion

Fotógrafa faz ensaio gestante de cadela resgatada

Por Gabi Pereira

Após ser resgatada, cadela ganha sessão de fotos da fotógrafa Karine Melo. A cachorra foi encontrada em situação de rua pela mãe da fotógrafa há um pouco mais de um mês. Sem fotografar por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, Karine teve a ideia de fazer um ensaio de gestante pet com a mais nova integrante da família. A fotógrafa explica que quando foi resgatada, a cadela que recebeu o nome de Serena já se encontrava prenha.

O ensaio de Serena com direito a coleira de flores, roupinhas e fita enrolada na barriga sensibilizou os internautas e as fotos alcançaram mais de 30 mil curtidas na rede social da fotógrafa.

(Fotos: Karine Melo)

Álcool em gel pode danificar câmera do celular, alerta professor

Por Nana Tavares

É certo que em meio à pandemia do coronavírus, temos que redobrar a higienização dos nossos objetos pessoais como o celular, a fim de evitar a proliferação de vírus e bactérias. Mas como é um eletrônico, a limpeza exige cuidados.

Carlos Mumic, professor de química do Colégio Positivo de Joinville, ressalta que a higienização deve ser realizada de forma correta para não prejudicar a vida útil e comprometer o funcionamento de alguns componentes, como a câmera do aparelho.

“A utilização do álcool gel pode danificar a câmera, fazendo com que as fotos fiquem cada vez mais foscas. Quando o celular não tem película, que protege de possíveis choques, o aparelho pode ser limpo com pano levemente umedecido. Mas antes dessa limpeza, é necessário retirar os pequenos sólidos com pincéis de maquiagem limpos, em movimentos leves, para não riscar as câmeras”, recomenda o professor.

Munic também orienta que antes de iniciar a limpeza, o celular deve ser deligado e produto mais adequado é o álcool 70%, pois como a substância evapora rapidamente, não corre o risco de oxidar as partes externas dos smartphones.

Ele também indica o álcool isopropílico, encontrado em algumas redes de suportes eletrônicos e lojas de indústrias químicas.

“Mas os smartphones mais modernos, que já são resistentes à água, devem ser higienizados com água fria e detergente neutro, mas sem exageros no detergente”, alerta. Os movimentos durante a limpeza devem ser leves, principalmente nas telas desses aparelhos”, finaliza.

Fotógrafa enche agenda de ensaios à distância durante o isolamento social

Por Nana Tavares

Sem dúvida a pandemia do novo coronavírus afetou de forma drástica o mundo da fotografia, ensaios e eventos adiados e uma onda de incerteza tem se tornado um pesadelo para quem precisa trabalhar, ganhar seu sustento e se manter no mercado de trabalho.

Diante dessa crise econômica, Claudia Oseki, fotógrafa lifestyle de família há 9 anos, viu uma oportunidade se reinventar e dá continuidade ao seu trabalho. Há um mês ela criou o projeto “Sua Quarentena”, que consiste em criar ensaios à distância, utilizando vídeo chamada.  A ideia principal é retratar em uma única imagem, a rotina de um dia das famílias durante o isolamento. O projeto já é um sucesso e ela tem feito ensaio no mundo todo.

A ideia nasceu sem pretensão. No início da pandemia, como forma de passar o tempo, Claudia começou a fotografar os filhos e a ela própria, fez montagens com as fotos e postou na sua rede social pessoal. Mas seus amigos começaram a pedir para ela fizesse com eles.

“Eu vinha acompanhando alguns fotógrafos que começavam a fazer as capturas à distância. Então  resolvi fazer alguns testes, usando a técnica de printar a tela da vídeo chamada,  mas não gostei muito do resultado. Foi conversando com um amigo que me falou sobre a técnica de uma outra amiga dele fotógrafa: ela pedia à cliente que se falassem por um celular, onde ela dirigia a cliente e com outro celular a própria cliente fazia a captura. Fiz um outro teste e aí sim achei  o resultado viável a ponto de poder oferecer como um trabalho. Lancei a foto nas redes sociais como forma de um Projeto de Quarentena, e a aceitação foi imediata. Desde então, venho trabalhando todos os dias.”

Primeiro teste
Foto: Claudia Oseki

Como a captura é feita pelo cliente, Claudia ressalta que a qualidade da imagem depende do celular utilizado por cada pessoa, as fotos são envidas para ela via email e em alta resolução para a criação da montagem no Photoshop.


Foto: Claudia Oseki

Além de ter sua agenda lotada e conseguir uma renda, a experiência de realizar os ensaios à distância tem sido muito satisfatória para a fotógrafa.

“Me possibilita rever meus clientes, bater papo, e conhecer pessoas novas, interessantes de todos os lugares do mundo, conhecer novas culturas, saber como estão encarando o momento. Já fiz no Japão, Inglaterra, Irlanda,  Estados Unidos, Nordeste do Brasil, Sul,  Rio de Janeiro, está sendo enriquecedor!”

Claudia nos conta que pensa em dá continuidade, mesmo pós-isolamento, à nova forma de registrar os momentos em família.

“Eu acredito que este novo modo de fotografar esteja vindo sim para ficar. Principalmente como alternativa de se encurtar distâncias. Tenho visto colegas resistentes ao tema,  mas acho que precisamos nos adaptar às necessidades do momento, abrir a mente, procurar alternativas, porque nossa profissão foi muito prejudicada com tudo isso. Meu plano futuro é poder voltar à fotografar de forma presencial. Nada substitui o contato ali olho no olho com uma criança,  ou toda liberdade de movimento que temos com a câmera na mão. Mas  quero me adaptar cada vez mais aos ensaios virtuais e com certeza usá-los como uma ferramenta de alternativa no meu trabalho.”