Curso Básico de Fotografia

Mais uma turma
     Terminou no último dia 04 de junho mais uma turma do Curso Grande Angular. As aulas da  turma  de Fotografia Básica  aconteceram aos sábados de 9:00 às 13:00.  Foram cinco encontros nas mais belas paisagens do Rio, entre elas  Praia Vermelha, na Urca e o Jardim Botânico.
Curso Básico de Fotografia, aula prática no Jardim Botânico
Foto: Marcia Costa
     Nas aulas, sempre práticas, esta é uma característica do curso. Os alunos aprenderam a operar suas câmeras e utilizar os recursos necessários para uma boa foto, como: funções de obturador e diafragma, iso, WB, fotometria, flash e, também,  dicas de composição fotográfica.
Foto: Amanda Santos

Foto: Francisco Azevedo
 Acesse a nossa página no Flickr e veja mais fotos dos alunos do curso.www.flickr.com/photos/cursograndeangular


Um pouco da história da fotografia

Por Marcia Costa*

 

     Desde os primórdios, com a arte rupestre nas cavernas,  a pintura e os movimentos artísticos, o homem vem registrando tudo o que vê.  Com a fotografia não foi diferente.

     A máquina fotográfica nada mais é do que o aperfeiçoamento da câmera escura, utilizada por Aristóteles (que a usava para observar eclipses), e aperfeiçoada por Da Vinci em seus esboços de pintura. Essa câmera era uma caixa fechada, apenas com um orifício em uma das extremidades, e que projetava a imagem invertida em sua parede oposta. Quando apontada para um objeto, pessoa ou paisagem, a imagem era projetada de cabeça para baixo e servia de molde para o pintor.  Este podia fazer o esboço do que desejava  pintar. Assim funciona a câmera fotográfica, também.

     Partindo desse ponto, muitos foram os que tentaram fixar esta imagem em alguma superfície diretamente, sem  que houvesse  a necessidade  de  fazer o desenho para esboço e posteriormente o quadro.

Primeira fotografia feito por Niépce, 1826

     Um dos primeiros a conseguir este feito foi o francês Joseph Nicéphore Niépce. Em 1826, retratou a vista da janela de seu ateliê, essa imagem  levou oito horas para ser fixada em uma placa de estanho coberta de betume da judéia. Paralelamente a ele, outros homens no mundo tentavam reproduzir as mesmas experiências, como outro francês, Louis Jacques Mandé Daguerre.

No Brasil, um francês radicado em Campinas, Hércules Florence, desenvolveu negativos  e foi o primeiro a utilizar o termo “photographie”, em 1833. Porém, esta descoberta só veio a público em 1976, através do historiador Boris Kossoy, que apresentou as anotações  e os experimentos  de Florence ao Instituto de Tecnologia de Rochester, nos Estados Unidos, que aceita e confirma os resultados de Hercules.  Assim, o Brasil entra para a lista dos descobridores da fotografia, também

     Na França, Daguerre e Niépce começaram a trocar correspondências e informações sobre a fixação de imagens em placa de cobre sensibilizada com produtos químicos.

Com  muitos outros  fazendo pesquisa sobre este tipo de processamento e a morte de Niépce,  Daguerre expõe  a pesquisa  na Academia de Ciências e Belas Artes Francesa e vende ao governo  a invenção da fotografia em troca de uma pensão vitalícia, em 19 de agosto de 1839, na França.

Estojo com daguerreótipo

     Dessa forma surgiu o Daguerreótipo, nome dado ao equipamento e ao estojo onde era colocada a placa com a imagem gravada, após ser retirada da câmera. Placa esta,  de cobre, sensibilizada com prata e fixada com vapor de mercúrio,  que fora colocada na câmera (daguerreotipo), que  levava cerca de  20 minutos para fixar a imagem.

    A fotografia tornou-se  à sensação do momento. O problema é que a imagem era única, não havia a possibilidade de cópias. Para realizá-las, era necessário, no caso dos retratos,  que a pessoa ficasse sentada ou em pé,  imóvel, quantas vezes fosse o número de imagens desejadas, por um período em torno de  20 minutos para cada foto. Mas este processo não durou muito – logo a possibilidade de cópias surgiu, já que  as pesquisas não pararam.

Fox Talbot, na Inglaterra, inventa o Calótipo em 1841. Tratava-se de uma base de papel emulsionada com sais de prata que registrava uma matriz em negativo a partir da qual era possível fazer cópias positivas. Em 1851, Frederick Scott Archer demonstrou na Grã-Bretanha o Colódio Úmido, o  negativo de vidro,  processo 20 vezes mais rápido que os anteriores, em que os negativos apresentavam uma riqueza de detalhes semelhantes à do daguerreótipo, com a vantagem de permitir a produção de várias cópias. Passou-se então da cópia única na chapa de metal ao negativo de vidro, tornando possível a reprodução de cópias.

      Mas a fotografia despontou mesmo no mundo com a Kodak. Em 1888, com o slogan: “Aperte o botão que nós fazemos o resto!”,  a empresa lançou uma câmera portátil  de filme, capaz de produzir 100 imagens e de manuseio bem simples.

Primeira câmera popular da Kodak, 1888

Bastava comprar a câmera ( em torno de US$ 25), com filme para 100 imagens nas lojas de George Eastman. Depois dos cliques, era só levar a máquina de volta à loja. O filme era revelado, a câmera devolvida com mais um filme com 100 fotos por uns  US$ 10 e pronta para os novos cliques. Foi o “boom” da fotografia no mundo.

     De lá pra cá, quanta evolução! Hoje não se usa mais o  Daguerreótipo. Filmes e negativos tem um uso mais restrito.  O que temos  é um sensor, que  por meio de pulsos elétricos, formam a imagem e a armazenam num chip (cartão de memória), que  dependendo da capacidade de armazenamento pode guardar mais de 2000 fotos. Estas fotografias ainda podem rodar o mundo em minutos através da Internet.

A revolução digital veio aumentar e muito,  a popularidade da fotografia. Fazendo  crescer, também, o número de fotos produzidas individualmente, já que o filme ficava limitado ao número de chapas por rolo. Antes, aumentar o número de fotos acarretaria em custos mais altos com filmes e revelação, estes custos foram diminuídos  com a tecnologia digital. As fotos podem  ser armazenadas em  arquivos  virtuais, físicos  ou no computador, sem precisar que haja custo com revelação e ampliação.

     A fotografia evoluiu e muito, desde sua invenção. A cada dia  uma nova câmera, com novos recursos, surge  no mercado. Atualmente a  fotografia digital tem qualidade tão boa quanto a película (filme) e deve continuar evoluindo e, muitas novidades devem ocorrer no meio digital.

O mais interessante disso tudo é que a fotografia atualmente tornou-se popular, hoje todo mundo tem uma câmera, principalmente a do  celular.  Onde quer que você esteja, há alguém fazendo um registro fotográfico do momento.  São muitas selfies, retratos e visualizações no mundo.

*Diretora e professora no Grande Angular. Marcia Costa é Especialista em Artes Visuais, Formada pela UNESA/RJ, onde também formou-se em Fotografia e atua na área há mais de 15 anos. Trabalha como  Repórter Fotográfica na Secretaria de Estado de Educação e Ministra as disciplinas de Introdução a Fotografia, Fotojornalismo, Photoshop e  Fotodocumentário na Faculdade Pinheiro Guimarães/RJ

    

 

 

 

Câmera Reflex

Canon 7D

     Este artigo foi escrito pelo nosso parceiro do Foto Fácil, Rodrigo Jordy. Se você pretende trocar de câmera ou adquirir a sua primeira, fica aí uma dica.  
    
     Esta é a câmera reflex que considero a mais completa já fabricada pela Canon pois tem muitas características semelhantes às Full Frame com a vantagem de poder usar todas as lentes EF e EF-S, as Full Frame não podem usar as lentes EF-S pois elas foram feitas exclusivamente para as câmeras com sensor menor, o APS-C. Tudo isso graças a não apenas um mas dois processadores que atuam em conjunto permitindo que se trabalhe com mais velocidade gerando 8 fotos por segundo na resolução de 18 megapixels  e podendo usar ISOs bem elevados como 6400 com pouquíssimo ruído e 12800 já com algum ruído para casos especiais em que haja baixa iluminação no local.
     Aqui no Brasil é comum ver esta câmera sendo comercializada com a lente EF –S 18-135 f/3.5-5.6 super versátil, uma lente “faz tudo”. Mas também é uma câmera “faz tudo” pois ela não é boa só com fotos, é uma das poucas câmeras fotográficas que faz vídeos Full HD muito bem (acho que posso contar nos dedos de uma das mãos todas elas). É raro encontrar uma câmera fotográfica que tenha controles manuais de exposição disponíveis durante a filmagem, ou seja, que dê pra controlar abertura e ISO enquanto o vídeo é feito. A Canon 7D faz isso.
     O autofoco também está mais rápido na 7D pois ela possui 19 pontos de foco; também há 63 pontos de medição de luz; seu fotômetro vai de -5 a +5 mas só aparecem no LCD e no visor de -3 a +3; a velocidade do obturador varia entre 1/8000 e 30 segundos incluindo o modo bulb; o alcance do flash é de 12 metros; o LCD mede 3 polegadas; e seu visor possui cobertura de 100% do que vai ser fotografado diferente de outras câmeras reflex.
    
     Pontos importantes a serem verificados são: A vida útil do obturador desta
câmera é bem extensa, de 150 mil cliques; seu corpo é revestido de liga de magnésio e é resistente a poeira e intempéries; e o cartão de memória usado nela não é o SD e sim o antigo CF ou Compact Flash considerado mais seguro por profissionais devido aos seus contatos não ficarem expostos como os SD evitando uma eventual perda de dados ao tocar acidentalmente nestes contatos.

Equipamento

Qual equipamento comprar?
Por Marcia Costa
     No mercado existe uma grande variedade de equipamentos fotográficos, e muitos podem ficar em dúvida qual escolher na hora da compra. Uma boa dica, antes de qualquer outra, é adquirir um produto de marca conhecida no mercado, como a Canon, Nikon, Sony, Kodak, ou Samsung, entre outras. Outra questão é comprar em lojas, mesmo as virtuais, conhecidas no mercado e que lhe dêem garantia. Não compre um produto usado, principalmente os profissionais. Talvez uma objetiva usada ainda sirva, mas com testes (e cuidados com os fungos). Adquirir corpo de câmera digital usado é muito arriscado, pois você não sabe quantos cliques ela já efetuou, e o obturador pode estar “cansado”. Por isso, prefira sempre uma câmara nova.
 
Modelos de câmeras no mercado
    Para escolher uma boa câmera, você precisa saber qual o seu propósito com a fotografia. Você gosta de registrar apenas os momentos familiares, como passeios, férias, e festas? Para isso, uma câmera compacta será suficiente. Porém, estas também possuem uma infinidade de modelos. Então, como decidir qual comprar? Procure optar por um que atenda às suas necessidades em termos de funções. Se você gosta de regular a câmera para cada situação fotográfica, ajustar Iso, balanço de branco, flash, e compensação de exposição, procure as que lhe ofereçam mais opções destas regulagens. Se você deseja simplificar e apenas apertar o botão, câmeras com uma quantidade de pixels razoáveis, em torno de 10 a 12, são o ideal. Para que tantos recursos que você não vai utilizar, certo?
Entretanto, se você pretende fazer da fotografia o seu trabalho, é melhor começar diretamente com uma DSLR. Existem alguns modelos no mercado, com preços mais em conta e que são suficientes para iniciar na profissão. Procure adquirir um flash externo, pois os embutidos das câmeras não têm um grande alcance, nem opção de mudança de direcionamento. E se possível, garanta duas opções de objetivas. Se não for possível, então escolha uma lente de zoom que pegue da grande angular até uma meia tele.
Tipo de equipamento básico para iniciar na
fotografia profissional
     Nikon, Canon ou Sony? As três possuem ótimas câmeras.  A Canon e Nikon estão há mais tempo no mercado profissional, por isso têm mais opções de equipamentos e acessórios. Mas a linha Alpha da Sony está muito boa, e crescendo muito. O que faz uma excelente foto não é o melhor ou mais caro equipamento, mas o fotógrafo. Não adianta ter uma câmera de ponta, sem a técnica e criatividade na hora do clique.
      Por isso, a marca fica ao seu critério. O que você deve saber é que ao optar por determinada marca de câmera, você terá que seguir esta linha em todos os acessórios, pois não há compatibilidade entre eles. Compre o que mais lhe agradar e atender às suas necessidades.

Uma boa foto

O que é necessário para a produção de uma fotografia de qualidade?
Texto e fotos: Marcia Costa
     Para se fazer uma boa foto é necessário  um equipamento de ponta? Máquina e acessórios de alta qualidade? Se você possui, ótimo. Mas o fundamental  é a associação de técnica, sensibilidade, um bom olhar fotográfico e atenção na hora de fotografar.
    
    É muito importante conhecer o equipamento que você possui. Saber utilizar todos os recursos que ele disponibiliza, conhecer todos os ícones do menu e dial para utilizá-los no momento certo.
Saber utilizar o  Iso, fazer a  exposição correta,  sincronizar abertura de diafragma com a velocidade de obturador,  aliados a um olhar sensível, fará com que você produza fotos de melhor qualidade.
     
    Um cuidado com o enquadramento, o ângulo que você se encontra, fundo da imagem para que este não sobressaia mais que o assunto principal e uma boa  composição, incluindo ou eliminando elementos na imagem ajudará no resultado final.
Veja as fotos a seguir:
Fundo da imagem está tirando o destaque do assunto principal
A mudança de enquandramento, excluindo o fundo ‘poluído’
melhorou a foto.
     Na hora de clicar preste atenção não só na parte técnica ou  nos recursos que você está utilizando, mas também no que há em volta ou próximo do assunto que você está registrando, para avaliar o que  é importante fazer parte do enquadramento ou não. Para  que nada venha interferir  ou atrapalhar sua foto.  Tenha critérios, ousadia, escolha um tema, um assunto principal. Não deixe sua fotografia ser um monte de coisas juntas onde não dá para perceber o que você quer retratar. Como dizia  Cartier-Bresson “Fotografar é colocar na mesma linha de mira a cabeça, o olho e o coração.”
Outro exemplo: Como a mudança do enquadramento destaca o assunto principal da imagem.

Início de tudo

Curso Grande Angular
Foto: Nana Tavares
Meu nome é Marcia Costa, sou fotógrafa há 16 anos, pós-graduada em Artes Visuais, e com extensa experiência em fotografia social, foto jornalismo e estúdio. Em 2007, dei meu primeiro curso de férias na Universidade Estácio de Sá sobre Fotografia Profissional e Digital. Estes cursos, porém, não davam direito à prática, frustrando a expectativa da turma, ansiosa para colocar a “mão na massa”.
Um grande número de ex-alunos, então, pediu para que eu organizasse saídas fotográficas. Realizei, atendendo a esta demanda, três workshops: em setembro de 2008, Fotografia da Natureza; em novembro do mesmo ano, Técnicas Fotográficas; e em abril de 2009, Fundamentos da Boa Fotografia.
A procura foi grande para estes workshops. Identifiquei, então, que as pessoas estavam procurando mais do que somente uma aula. A demanda era por um curso, algo mais aprofundado, porém, diferente dos outros: 100% prático. O formato do curso foi definido perguntando aos meus alunos o que eles realmente buscavam: menos teoria e mais prática.
Finalmente, em março de 2010 começaram as aulas da primeira turma do Curso Grande Angular. O nome do curso, associado a uma lente que faz grandes planos de imagem, surgiu da ideia de abranger um grande número de pessoas.
Alunas durante aula no Curso Básico
Hoje, o Grande Angular já está na sua 7ª turma. O curso possui aulas de Básico e Avançado em fotografia, Photoshop e Estúdio, além de e workshops em diversas áreas da fotografia.
Curso de Estúdio Básico
Os locais das aulas são sempre alguns dos mais belos cartões-postais do Rio de Janeiro, como o Parque Laje, o Jardim Botânico, o Forte de Copacabana e a Praia Vermelha. Lugares, inclusive, que possuem a segurança necessária para a utilização dos equipamentos.
Outro diferencial é o custo das mensalidades. O valor de investimento é acessível, disposto a alcançar todos os públicos que amem fotografia e que desejem aprender esta arte.
Saiba mais sobre o Grande Angular através do e-mail grandeangularfoto@gmail.com ou do telefone 21. 7415.7569.